Como o cérebro aprende? Fundamentos da neurociência na educação

Saiba como a neurociência e aprendizagem caminham juntas para revolucionar a educação. Explore novas formas de ensinar e aprender de maneira mais eficaz hoje!

Neurociência e aprendizagem: a relação capaz de transformar a maneira como ensinamos e aprendemos. 

Ao longo dos anos, especialistas têm estudado como o cérebro aprende e, aos poucos, isso vai sendo aplicado em áreas diversas, como na aprendizagem.

Isso desconstruiu os modelos tradicionais de ensino, baseados, sobretudo, na repetição e memorização, assim, novas formas de ensinar foram surgindo. 

Dessa forma, o cenário educacional tem mudado bastante. Com neurociência e aprendizagem andando juntas, as possibilidades são de ambientes de aprendizagem mais eficientes, inclusivos e conectados com a realidade dos estudantes. 

Neurociência e aprendizagem: qual sua importância para a educação moderna?

Para começar, a neurociência dá respostas importantes para questões fundamentais como: 

  • O que faz os alunos aprenderem de verdade? 
  • Como se aprende algo novo?
  • Por que alguns conseguem se concentrar facilmente enquanto outros apresentam dificuldades para isso? 
  • Como as emoções influenciam diretamente o desempenho? 
  • Quais práticas pedagógicas realmente fortalecem a memória e a compreensão? 

A partir das respostas a essas questões, conseguimos criar condições e situações para uma educação voltada à diversidade e às várias formas de aprendizagem. Além de considerar a forma como cada aluno aprende, há também o arsenal de recursos da educação moderna, como as tecnologias digitais, as múltiplas linguagens, as metodologias ativas e os fluxos acelerados de informação. 

Nesse contexto, a neurociência assume um papel ainda maior, pois precisa trazer soluções para esse cenário complexo e reduzir o improviso  pedagógico, propondo e fortalecendo práticas de ensino efetivas

Ao compreender como o cérebro aprende, educadores também entendem que cada ação em sala dialoga com mecanismos cerebrais específicos, capazes de fortalecer ou enfraquecer a aprendizagem. A partir daí, focam e reforçam as práticas que fortalecem a aprendizagem — isso é o que a reação entre neurociência e aprendizagem entrega.

Como o cérebro aprende: bases biológicas do processo de aprendizagem

De forma resumida, o cérebro recebe, armazena, analisa e emite informações. São essas as suas funções básicas e as responsáveis pela aprendizagem. 

Parece simples, no entanto, cientistas ainda estudam e descobrem detalhes sobre como o cérebro aprende

O que sabemos é que ao nascermos, temos o cérebro como um livro em branco, pronto para ser preenchido com informações e que, ao longo do tempo, a aprendizagem se torna um pouco mais lenta, por isso que é importante o trabalho de educadores nas práticas e metodologias de ensino, para que consigam facilitar a aprendizagem de alunos mais velhos, como nas séries finais e ensino médio. 

As bases do processo de aprender, no contexto da neurociência e aprendizagem, se encontram principalmente em três pilares: 

1. Atenção

Considerada o início de tudo, a atenção é o que faz as informações serem processadas e armazenadas. Por isso que educadores buscam formas de manter o foco dos alunos por meio de estímulos variados.

2. Emoções

Embora não pareça, as emoções não são o oposto da razão, como se costuma dizer Elas têm um papel articulador na aprendizagem, pois quando as experiências educacionais têm cargas emocionais, elas são facilmente lembradas. 

3. Memória

A memória é que codifica, armazena e recupera informações. Existem três tipos de memória: a sensorial, a de curto e a de longo prazo. Quando há conexão entre conteúdos novos e prévios já armazenados na memória de longo prazo, a aprendizagem acontece. 

A aprendizagem e os hemisférios

Outro ponto relacionado a como o cérebro aprende está na explicação sobre os hemisférios:

  • hemisfério esquerdo: está ligado a processos racionais e analíticos, como linguagem, escrita, raciocínio lógico, entendimentos matemáticos, pensamento linear, habilidades verbais e explicações de questionamentos; 
  • hemisfério direito: é especializado em processamento espacial e não-verbal, reconhecimento de faces e expressões, habilidades visuo-motoras e percepção global e está relacionado às emoções, autoimagem, música, linguagem visual, criatividade e à arte. 

A neuroplasticidade e a aprendizagem

Não podemos falar em neurociência e aprendizagem e não trazer a neuroplasticidade ao assunto. Trata-se de uma das descobertas mais significativas e importantes da neurociência moderna que, no contexto educacional, reforça a importância de práticas pedagógicas motivadoras, ricas e variadas. 

A neuroplasticidade permite moldar o cérebro e fazê-lo adaptar-se continuamente. Dessa forma, o indivíduo consegue aprender, se recuperar de lesões e adquirir e desenvolver novas habilidades ao longo da vida. 

Perspectivas futuras: como a neurociência pode transformar o ensino médio

Citando Coch e Ansari (2009), “As neurociências descrevem a estrutura e funcionamento do sistema nervoso, enquanto a educação cria condições que promovem o desenvolvimento de competências. Os professores atuam como agentes nas mudanças cerebrais que levam à aprendizagem.”. 

Esses mesmos autores, estudiosos nas inter-relações entre neurociência e educação, no entanto, dizem que ainda não há grande aplicabilidade de uma área na outra, mas que professores de diferentes áreas devem ter contato com conhecimentos básicos de funções cognitivas que influenciam diretamente na forma como um aluno aprende. É claro que já passaram alguns anos após essa afirmação e, mesmo que a passos lentos, a educação tem se voltado à inovação e novas práticas pedagógicas, assim como à capacitação de profissionais para a área.

E sabe como isso acontece? Por meio de especializações na área, como a Pós-graduação em Neuroeducação e Neurociência Educacional, do Instituto IBE. 

E se a neurociência já impacta a educação hoje, seu papel no futuro será ainda maior. No ensino médio, especialmente, ela pode se tornar a chave para uma transformação profunda. 

Você sabe, por exemplo, que adolescentes passam por uma fase de intensa remodelação cerebral? Pois é, isso porque o córtex pré-frontal, que é responsável por planejamento, tomada de decisão, controle emocional e organização, ainda está em desenvolvimento. Isso explica, inclusive, grande parte das dificuldades típicas da idade. 

Então, quando profissionais decidem que chegou a hora de se especializar e dar a sua contribuição, eles passam a compreender ainda mais a relação entre a neurociência e aprendizagem e podem contribuir com as escolas, para que peças ajustem metodologias e formas de avaliação, investindo em estratégias mais alinhadas ao estágio de maturação dos estudantes.

E você, já decidiu que chegou a hora da sua Pós-graduação em Neuroeducação e Neurociência Educacional? Visite a página do curso e saiba mais!

 

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